Catarina Sobral

Drácula
O imaginário vampiresco é muito prolífico: caixões, estacas, morcegos, castelos tenebrosos, luas carmim, sangue, cabeças de alho apotropaicas e, claro, vampiros. Ilustrar a meia do Drácula teve esse desafio: criar um padrão que refletisse a variedade dum vasto imaginário colectivo. As cores teriam necessariamente de ser nocturnas e sanguíneas, a figuração próxima do assustador ou, pelo menos, disso sugestiva. Talvez porque os meus dráculas em miniatura e desenhados a pixel acabassem por ficar simpáticos e até fofinhos, decidi acrescentar aos motivos repetidos em padrão a representação do castelo deste conde originário da Transilvânia, com a noite, os morcegos e a lua avermelhada, a assombrar o
pé, desde o tornozelo.

Moby Dick
O clássico de Melville tem vários elementos fascinantes: entre as personagens, Ahab e Queequeg são muito retratáveis, dos ambientes, o alto-mar ou o convés do navio baleeiro Pequod. O que é menos fascinante é a ideia da perseguição à baleia branca. A Moby Dick é, sem qualquer dúvida, o elemento mais sedutor deste romance. (E ninguém quer que ela morra.) Por isso quis que ela sobressaísse, deixando a silhueta do Pequod na contra-luz de um pôr-do-sol apenas sugerir a presença dos eventos relacionados com a viagem de Ishmael. A ilustração desta meia foi então pensada como um desenho único, ao invés de um padrão, com o cachalote relaxado, antes da chegada de Pequod, a abraçar o cano. A Moby Dick ganha assim protagonismo no fundo do mar, ou não fosse uma grande baleia, por entre os peixes que se passeiam entre os dedos e o calcanhar. 

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